terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

NOTA DO SINDSEF EM APOIO A CANDIDATURA DA PROFESSORA BERENICE TOURINHO PARA REITORA DA UNIR


O Sistema Diretivo do Sindsef, instância sindical que reúne os membros da Diretoria Executiva, do Conselho Fiscal e das Coordenações Sindicais Regionais da entidade, reunidos em Ji-Paraná, na data de 10 de fevereiro de 2012, por unanimidade dos presentes, deliberou pelo apoio à candidatura da Professora Berenice Tourinho para Reitora da Universidade Federal de Rondônia, em que pese o respeito que a instituição sindical tenha com cada um dos demais postulantes que ora concorrem ao cargo máximo daquela instituição de ensino.
A opção de apoiar a candidatura da Professora Berenice Tourinho é uma posição de coerência com a atitude mantida por esta entidade sindical durante a “Greve na Unir”, momento histórico em que professores, funcionários e alunos exigiram a saída do então Reitor daquela instituição. 
A Professora Berenice, além de sua reconhecida capacidade acadêmica e comprometimento com as causas sociais em Rondônia, representa uma candidatura resultante de uma discussão coletiva, ao ser indicada pelo Fórum Permanente em Defesa da UNIR, constituído por aqueles que lutaram para tirar o Reitor anterior.
É uma candidatura que, dentre as diversas propostas apresentadas, além do resgate moral e profissional da UNIR, merece destaque o compromisso com a democracia, ao propor a adoção da igualdade de voto dentre os membros da comunidade universitária, acabando com a famigerada forma ainda adotada naquela instituição, que estabelece peso distinto entre os votos dos professores (70%), funcionários (15%) e alunos (15%), herança nefasta da ditadura militar.
Convictos em estarem apostando na melhor proposta para o resgate institucional da Universidade Federal de Rondônia, os dirigentes do Sindsef conclamam a todos os seus filiados e à comunidade acadêmica em geral para que, no dia 1º de março/2012, votem e façam campanha para a Professora Berenice Tourinho para Reitora daquela instituição.

SINDSEF
SINDICATO É PARA LUTAR

Berenice Tourinho defende aproximação da comunidade acadêmica com a sociedade

Em entrevista ao jornalista, Maurício Calixto, no programa A Hora do Povo, na rádio Rondônia FM, nesta segunda-feira (13), a professora Berenice Tourinho, candidata à reitoria da Universidade Federal de Rondônia, falou sobre as principais propostas de campanha e destacou a necessidade da Unir de contribuir com a sociedade. “Precisamos fortalecer a construção de análise social. A Universidade precisa abraçar os projetos que garantam inserção junto à sociedade rondoniense”, ressaltou. 
Berenice Tourinho também lembrou que a Universidade precisa dar visibilidade ao que já é produzido na Instituição, para que a retribuição à sociedade de fato aconteça. “Há muitos professores com trabalhos relevantes, inclusive no exterior, mas não conseguem o reconhecimento merecido”, disse Berenice. Ela defende que apesar do perfil acadêmico, a Universidade tem obrigação de prestar satisfação à sociedade. “Ciência tem que ser voltada para a população. Precisamos ter a produção do conhecimento como bem público”, disse.
Outra proposta de Berenice é o voto paritário. Hoje a reitoria é eleita com 70% dos votos dos docentes, 15% dos acadêmicos e 15% dos técnicos. Como filosofia do Ensino Superior, ela defende que cada representação seja responsável por 33% dos votos. “Isso é democracia. Se estamos com a proposta de reconstruir a Unir coletivamente, é preciso rever esse modelo”, concluiu.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

OS NOSSOS DESAFIOS

1.      Unir a UNIR

As concepções sobre Universidade são as mais diversas, e nenhuma corrente pode assegurar hegemonia sobre outra, especialmente em um mundo em permanente transformação. O dissenso, o debate e o conflito são inerentes à vida acadêmica. As diferentes vozes devem ser ouvidas e as contradições devem ser aceitas. Portanto, é inaceitável uma visão simplista de que unir significa estabelecer uma harmonia de superfície entre contrários.
Dos muitos significados dicionarizados para o verbo unir, destacamos a possibilidade de pôr em contato o que está separado com aquilo que o complementa. A bem sucedida greve, que determinou novos caminhos para a nossa Universidade, colocou em contato pessoas que estavam separadas e o talento de cada um complementou o do outro.
Unir a UNIR significa, na nossa acepção, estabelecer concordâncias, consensos mínimos, complemento de contrários que permitam o avanço institucional.
Para tanto propomos:
- dar continuidade ao Plano de ação da comissão de apoio à UNIR do Ministério da Educação, conquistado pelo movimento de greve e, provisoriamente, suspenso pela fase de transição;
- restituir aos Conselhos de Departamentos, de Núcleos, de campi e Superiores o poder de deliberação e respeito às decisões colegiadas;
- implementar imediatamente o processo de avaliação institucional;
- convocar a Estatuinte, elaborando o novo Estatuto e o Regimento Geral em concordância com a atual realidade da UNIR;
 - administrar coletivamente o projeto de futuro da UNIR, ou seja,  mobilizar toda a comunidade acadêmica, com participação da comunidade envolvente, para a revisão e consequente implantação do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI).


2.      Reconstruir a UNIR


Sem exagero, pode-se afirmar que a UNIR, enquanto Instituição, foi destruída nas últimas administrações, exigindo um esforço de desconstrução e reconstrução coletiva, para recuperação tanto de seu patrimônio físico como de seu patrimônio imaterial. Os problemas relativos à reconstrução das instalações físicas, das salas de aula, dos laboratórios, dos equipamentos sucateados, das bibliotecas desatualizadas, podem ser tecnicamente equacionados, na dependência de alocação de recursos financeiros. Ou seja, havendo “dinheiros” suficientes e bem administrados, as obras podem ser realizadas e entregues no prazo para usufruto da comunidade acadêmica, os laboratórios podem ser equipados adequadamente, as bibliotecas podem ser atualizadas e modernizadas.
Os problemas de resolução mais complexa, porém, dizem respeito à reconstrução do funcionamento institucional e da recuperação de sua credibilidade junto à sociedade. Há muito que fazer, mas, prioritariamente, podem-se adotar as seguintes providências:                  
                      
- regularizar a Universidade, os cursos de graduação presenciais e à distância e os cursos do PARFOR (Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica);
- persistir nas negociações para ampliação do quadro técnico e docente, visando a superar o déficit atual;
- definir uma política institucional para oferta dos cursos de graduação e pós-graduação;
- criar condições adequadas de funcionamento para os cursos de pós-graduação (mestrados e doutorados), ampliando sua oferta, para garantir o status de Universidade e cumprir sua missão na região amazônica;
- definir e implementar políticas  de oferta de cursos para grupos específicos como povos indígenas, populações do campo, quilombolas, ribeirinhos, imigrantes, entre outros;
- garantir condições plenas de acessibilidade nos diferentes campi da UNIR;
- implantar rotinas para procedimentos administrativos e acadêmicos;
- estabelecer uma política de comunicação e modernização dos sistemas de tecnologia na UNIR;
- incrementar a política de assistência estudantil;
- criar um programa interno específico de fomento a pesquisa e a pós-graduação;
- estabelecer bases legais de interação com o mercado do trabalho, oficializando a prática de estágios curriculares e extracurriculares;
- concluir o hospital universitário e estabelecer condições para seu funcionamento.


3.      Consolidar a UNIR

 A união recente de alunos, professores e técnicos significou a mudança de direção da UNIR. Caberá à nova administração resgatar o respeito interno e externo que nossa instituição merece no contexto amazônico e nacional.
 As emergências serão tratadas imediatamente, porém, há questões simples e questões complexas a serem resolvidas, exigindo diferentes tempos de resolução. 
Entre os problemas de maior complexidade, destaca-se a Fundação Rio Madeira - RIOMAR. Os últimos gestores a transformaram de fundação de apoio às atividades da UNIR em organização criminosa (conforme processo no Ministério Público). O seu patrimônio, constituído de prédios em áreas nobres da cidade, é insuficiente para pagar as dívidas trabalhistas. Neste caso, parece haver apenas uma opção:
- liquidar a RIOMAR em conformidade com as normas contábeis e administrativas.
O Laudo do Corpo de Bombeiros sobre as condições de trabalho e estudo no campus de Porto Velho exigirá, igualmente, uma atenção diferenciada por parte da nova administração. É inadmissível que pessoas estudem e trabalhem em condições de risco, esperando que um acidente fatal ganhe as manchetes dos jornais. A solução pode estar em:
- buscar ativamente parcerias com os municípios, com o estado, com as empresas e com a sociedade civil.            
Entre as providências mais simples para consolidar a credibilidade da UNIR, está:
- constituir uma equipe dirigente que some à competência técnica, a postura ética e o conhecimento na sua área de atuação.
A UNIR é uma universidade multi-campi e esta característica exigirá da equipe diretiva um esforço redobrado. Há problemas que se resolvem nos gabinetes, mas é indispensável a presença constante nos diferentes campi:
- acompanhar o cotidiano institucional, para conhecer a realidade local e encontrar diferentes soluções.

O DESAFIO É A GRANDE MOTIVAÇÃO E REFAZER O CAMINHO DA UNIR DEPENDERÁ DO ESFORÇO DE TODOS NÓS!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Mensagem à comunidade universitária

Quem conhece a situação cotidiana da UNIR é tomado por dois sentimentos antagônicos: desânimo e desafio. O desânimo é provocado pela quantidade de problemas que se acumularam nos últimos anos, por conta de administrações desastrosas. Para qualquer área que se lance o olhar, o que se enxerga são dificuldades imbricadas umas nas outras, a tal ponto que se pode duvidar de soluções.
O desânimo tem suas âncoras no passado, alimenta-se da desilusão que se abateu na comunidade acadêmica até o momento em que foi dado um basta, representado por uma greve que envolveu toda a sociedade rondoniense. Pela primeira vez, de modo tão participativo, os cidadãos e cidadãs do Estado se deram conta de que a Universidade Federal de Rondônia existe e é de todos nós.
Com a vitória na greve, nasceu o segundo sentimento: o desafio de juntar as forças internas e externas comprometidas com o ensino público, gratuito, de qualidade e socialmente referenciado. O desafio de refazer o caminho da UNIR, de iluminar o futuro, amparados na maior força que a Universidade tem: a excelência das pessoas que nela trabalham e estudam.
Unir a UNIR, reconstruir a UNIR e consolidar a UNIR são, a nosso ver, os três desafios impostos pela urgência. Aceitamos liderar este processo, colocando nosso nome à apreciação da comunidade universitária como candidata a Reitora, porque acreditamos que a maioria dos professores, estudantes e servidores tem clareza da missão institucional.
Nossa indicação como candidata a Reitora foi resultado de debates e discussões no âmbito do Fórum Permanente em Defesa da UNIR, nascido do movimento de greve, e que congrega os segmentos universitários. Ser referendada democraticamente pelo Fórum era condição indispensável para apresentar nossa candidatura. Por formação profissional e por convicções pessoais aprendemos a respeitar as decisões colegiadas.
Nenhum ser humano é uma ilha, nos ensinou o poeta. Nenhum ser humano sozinho resolve os problemas sociais, ensinou-nos a teoria e a prática. Somente o conjunto da sociedade, as diferentes vozes, o diálogo permanente de ideias e opiniões, a força de cada um e de todos pode construir o porvir.
Neste momento, convidamos os professores, estudantes e servidores a participar desta construção conosco. Pedimos o seu voto em nosso nome, com o compromisso de resgatar o orgulho de estudar e trabalhar na UNIR.    
Berenice Tourinho

QUEM É BERENICE TOURINHO

Nascida no Amazonas, Berenice mora em Rondônia desde 1986. É casada, mãe de dois filhos e avó de uma neta.
É professora da UNIR há 23 anos, atualmente lotada no Departamento de Ciências Sociais no campus de Porto Velho, onde atua como docente e pesquisadora. No Programa de Pós-graduação em Administração do Núcleo de Ciências Sociais Aplicadas, leciona e orienta dissertações. Tem doutorado em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidad de La Habana (2002), título que foi revalidado pela Universidade de Brasília (UNB); mestrado em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1986); graduação em Serviço Social pela Universidade Federal do Amazonas (1981); e especialização em Avaliação Institucional pela Universidade de Brasília (1998).
Como docente, também trabalhou na PUC do Rio de Janeiro e na Universidade Federal do Amazonas (UFAM); como profissional da área de serviço social, atuou na Secretaria de Saúde do estado de Rondônia.
Possui formação complementar em Excelência em Gestão Pública, Liderança e Direção, Determinantes da Eficácia Diretiva, Hierarquia de Necessidades e Práticas Diretivas, Comunicação Dirigente-Colaborador e Filosofia da Ciência. Essa formação tem possibilitado sua atuação como pesquisadora e consultora nas áreas de avaliação, planejamento e gestão de Instituições de Ensino Superior.
Leciona em diversos cursos de graduação da UNIR, tendo contribuído para a formação básica de centenas de profissionais de várias áreas. As avaliações de docentes que são realizadas com seus alunos sempre a revelaram uma professora comprometida, responsável, atenta aos movimentos sociais e políticos de nosso país e do mundo. Seu exemplo de cidadania sempre foi referência para colegas, alunos e amigos que com ela convivem.
No campo da defesa dos direitos das crianças e adolescentes, atua como pesquisadora, coordenadora de pesquisa e militante em projetos de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes, em colaboração com o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Maria dos Anjos (CDCA), coordenando a Comissão de Políticas Públicas e Orçamento do Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Estado de RO.
Informações completas estão disponíveis na Plataforma Lattes:

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Fórum apresenta Berenice Tourinho para concorrer à reitoria da UNIR

A Professora Berenice Tourinho foi a escolhida pelo Fórum Permanente de Defesa da Unir para concorrer às eleições para reitoria da Universidade, no início de março. Num processo democrático, ela foi indicada e acolhida pela maioria de professores e estudantes, numa clara demonstração de que sua trajetória pessoal e acadêmica condiz com as expectativas da comunidade para o futuro da Universidade Federal de Rondônia
Para o Fórum, criado durante a greve, a Universidade Federal de Rondônia vive um momento histórico. Com o afastamento do reitor Januário Amaral, fruto do movimento que durou quase três meses, chega a hora de a comunidade acadêmica decidir quem vai ficar à frente da Instituição nos próximos quatro anos. “A partir do dia primeiro de março, data da eleição para reitoria, o desafio será refazer o caminho da UNIR”, estabelece o documento de apresentação de Berenice, construído coletivamente.
A carta diz ainda que “a instituição precisa de alguém que assuma o compromisso de resgatar o respeito interno e externo que a universidade merece no contexto amazônico e nacional”. Diante dessa urgente necessidade, o Fórum decidiu que a professora Berenice Tourinho reúne os principais requisitos e qualidades para assumir a reitoria. “Aceitei conduzir este processo, colocando meu nome à apreciação da comunidade universitária, porque acredito que a maioria dos professores, estudantes e servidores têm clareza de que é o momento decisivo para o resgate da  Unir, como instituição de ensino superior”, explicou a professora.
Carreira
Berenice Tourinho é professora da UNIR há 23 anos. Atualmente lotada no Departamento de Ciências Sociais, no campus de Porto Velho, atua como docente e pesquisadora.  No programa de pós-graduação em Administração do Núcleo de Ciências Sociais Aplicadas, leciona e orienta dissertações. É doutora em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidad de La Habana (2002), título que foi revalidado pela Universidade de Brasília (UNB); mestrado em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1986); graduação em Serviço Social pela Universidade Federal do Amazonas (1981); e especialização em Avaliação Institucional pela Universidade de Brasília (1998).
Como docente também trabalhou na PUC do Rio de Janeiro e na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e como profissional da área de serviço social atuou na Secretaria de Saúde do Estado de Rondônia.
Berenice também tem formação complementar em Excelência em Gestão Pública, Liderança e Direção, Determinantes da Eficácia Diretiva, Hierarquia de Necessidades e Práticas Diretivas, Comunicação Dirigente-Colaborador e Filosofia da Ciência. Essa bagagem tem possibilitado sua atuação como pesquisadora e consultora nas áreas de avaliação, planejamento e gestão de Instituições de Ensino Superior.
Atuação Social
No campo da defesa dos direitos das crianças e adolescentes, atua como pesquisadora, coordenadora de pesquisa e militante em projetos de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes, em colaboração com o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Maria dos Anjos (CDCA). Berenice é a coordenadora da Comissão de Políticas Públicas e Orçamento do Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Estado de RO.
Propostas
Entre as principais propostas para a gestão na reitoria da Unir, Berenice Tourinho quer regularizar os cursos de graduação presenciais e à distância, além dos cursos do PARFOR (Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica). Pretende persistir nas negociações para ampliar o quadro técnico e docente, visando a superar o déficit atual e ainda definir uma política institucional para oferta dos cursos de graduação e pós- graduação.
Considera essencial ampliar os cursos de pós-graduação (mestrados e doutorados), criando condições adequadas de funcionamento e garantindo o status de Universidade no cumprimento de sua missão na região amazônica.
Outra proposta prioritária é dar continuidade ao Plano de ação da comissão de apoio à UNIR do Ministério da Educação, conquistado pelo movimento de greve e provisoriamente suspenso pela fase de transição. Nessa linha, a professora Berenice se compromete a restituir aos Conselhos de Departamentos, de Núcleos, de campi e Superiores o poder de deliberação e respeito às decisões colegiadas.